[Opinião] Regresso às aulas 20.20

01-10-2020

O início deste post, relativo ao regresso às aulas, poderia ser semelhante a muitos outros em anos anteriores: um regresso atribulado, um regresso instável ou até mesmo um regresso adverso. Este ano letivo poderia ser igual, mas começo por realçar a preparação e o planeamento de cada escola em torno de um objetivo comum: receber os seus alunos com o menor risco de contágio possível.

O significado de regresso é voltar ao ponto de partida, o que para milhares de alunos e para o corpo docente e não docente, que iniciam agora uma nova etapa, é experienciar uma realidade oposta à vivida até então. Na minha perspetiva, é o ano do verdadeiro começo, o ano de algo novo e completamente atípico a toda a dinâmica escolar a que estamos acostumados.

Como em todos os começos, o mais importante é o facto de estarmos preparados, torna-se importante enaltecer a organização, planeamento e reinvenção de todos os processos padronizados na dinâmica organizacional de todas as escolas do país, que num esforço comum entre direção, corpo docente e não docente, se readaptam de forma a que todos os discentes não receiem o regresso a este meio de partilha, de convívio e de aprendizagem.

Se em março deste ano, foi fundamental encerrar todas escolas para combater o desconhecido, em setembro torna-se imperativo enfrentá-lo com o regresso às aulas presenciais, para que não se coloque em causa a saúde mental e física das crianças e jovens, ou até mesmo o futuro destas gerações.

Os alunos, reféns desta pandemia, estiveram isolados em suas casas durante meses, cada vez mais ligados ao mundo digital, ao mundo sem contacto físico e emocional e neste âmbito o estímulo inter relacional deve também ser promovido e incentivado por todo o corpo educativo. 

Para que esta nova dinâmica possa fluir, torna-se primordial obedecer a todas as medidas de prevenção, escrupulosamente definidas para os vários espaços e ambientes em seio escolar, e pela constante higienização de espaços comuns, para que as escolas não sejam um ponto de vasto contágio.

Aos pais, deixo a ressalva que também têm um papel fundamental e crucial neste processo. É importante manterem-se atentos ao estado de saúde dos seus filhos, serem agentes de prevenção/alerta e confiar em quem tanto emprega o seu trabalho e dedicação na formação dos jovens.

Joel Pinto, militante nº 131261

Militante da concelhia de Baião da JS e membro da equipa de comunicação da Federação