Comunicado - Marcha do 25 de Abril

28-04-2021

O 25 de abril é a festa da liberdade, "o dia inicial, inteiro e limpo", que todos os anos é celebrado por milhões de portugueses, independentemente da sua filiação partidária. A pandemia da Covid-19 fez-nos adaptar as celebrações do ano passado e limitou as deste ano. Apesar do contexto, assistimos com agrado à organização do desfile do Porto.

Esse agrado, contudo, foi acompanhado de perplexidade por não ter sido, ao contrário do que é prática reiterada, endereçado à Juventude Socialista ou ao Partido Socialista nenhuma indicação, convite, ou missiva relativa à realização da marcha ou possibilidade de participação na mesma. A Federação do Porto da Juventude Socialista sempre se empenhou na organização das celebrações do 25 de abril, dentro e fora da marcha.

Apesar da nossa vontade em integrar este desfile, aliás demonstrada na adesão espontânea dos militantes às celebrações, entendemos, para segurança de todos, que não deveria ser a Juventude Socialista, de forma organizada e mobilizada, a colocar em causa o estrito cumprimento das orientações provindas da DGS, que apenas contribuiria para manchar as celebrações deste que é, para nós, o mais importante dia da democracia portuguesa. Não se compreende, contudo, que a organização deste ano tenha optado por excluir, num gesto que só podemos concluir ser deliberado, a maior juventude partidária e o maior partido da esquerda democrática portuguesa.

Como há dias nos recordou o presidente da Assembleia da República, "o 25 de abril não tem proprietários, mas tem autores" e é inegável o espaço de toda a esquerda democrática teve, tem e terá na sua construção, na qual orgulhosamente nos inserimos.

Desta feita, a Federação do Porto da Juventude Socialista não está disponível para abdicar da participação em qualquer desfile, marcha ou manifestação onde se honre o legado da Revolução. O abril que se sonhou em 74 só se cumprirá com a união de todos quantos celebram este dia, sejam eles associações sindicais, movimentos sociais, partidos políticos, juventudes partidárias ou quaisquer outros movimentos ou cidadãos que optem por o fazer. Por todos estes motivos, é incompreensível que tais gestos, que só por tribalismo se explicam, voltem a ter lugar neste dia.